A legislação prevê alguns benefícios que devem ser pagos aos trabalhadores. No entanto, se você quer ter profissionais realmente satisfeitos, precisa ir muito além. É aí que entra a gestão de benefícios, uma forma estratégica de gerenciá-los para melhorar o relacionamento com os funcionários.

Afinal, os benefícios são uma maneira de ampliar as vantagens oferecidas aos colaboradores, que agregam qualidade de vida e valor ao trabalho. Assim, eles se tornam mais produtivos e motivados, sendo que a empresa consegue reduzir problemas como o turnover.

Ainda não faz a gestão de benefícios? Pois bem, neste post apresentamos todas as vantagens dessa prática. Continue a leitura e aprenda como implementar na gestão de pessoas da sua empresa!

Quais são os benefícios obrigatórios?

Antes de tudo, é preciso destacar que alguns benefícios estão previstos na legislação e, por isso, devem ser concedidos obrigatoriamente pelas empresas. São eles:

  • vale transporte: a empresa deve arcar com as despesas do deslocamento do funcionário até o trabalho, quando ele supera os 6% do valor do salário, podendo descontar essa parcela sobre o pagamento;
  • férias remuneradas: a partir de um ano de trabalho com carteira assinada, o trabalhador tem direito a 30 dias de férias remuneradas, com um adicional de 30%;
  • 13º salário: todo ano, o funcionário tem direito a receber um salário adicional integral ou proporcional ao tempo trabalhado;
  • fundo de garantia por tempo de serviço (FGTS): 8% do valor bruto do salário deve ser depositado em uma conta especial, sendo o total repassado ao trabalhador caso ele seja demitido;
  • adicional noturno: quem trabalha entre 22h e 5h recebe um valor a mais no seu salário.

E quais são opcionais?

No entanto, para dar mais comodidade e qualidade de vida aos funcionários, as empresas podem optar pelo pagamento de alguns benefícios opcionais. Os principais são:

  • vale alimentação ou refeição: o primeiro permite a compra em supermercados, mercados e padarias, enquanto o segundo é aceito em restaurantes, sendo obrigatório apenas para empresas com mais de 300 funcionários;
  • assistência médica: é o plano de saúde oferecido por muitas empresas, podendo ter uma parte descontada ou não do salário;
  • assistência odontológica: semelhante ao plano de saúde, possibilita o atendimento odontológico e tratamentos dentários mais acessíveis;
  • vale cultura: é um benefício no valor de R$ 50 por mês, usado para a compra de produtos ou serviços culturais;
  • bolsas de estudo: as empresas também podem oferecer bolsas integrais ou parciais para a capacitação dos funcionários;
  • auxílio creche: obrigatório para empresas com mais de 30 funcionários, consiste na disponibilização de um espaço ou de um valor para a colocação dos filhos em uma creche no horário do expediente.

Quais as vantagens de oferecer benefícios aos funcionários?

Assim que um empregador ou gestor pensa nos benefícios oferecidos aos colaboradores, obrigatórios ou não, pode lembrar apenas dos custos e do próprio trabalho envolvido. No entanto, é preciso ir mais além do lado financeiro, percebendo as vantagens de longo prazo para a empresa como um todo.

Afinal, são os funcionários de todas as áreas que formam uma organização. Para darem o melhor de si, devem estar motivados e engajados nos objetivos da empresa. E a gestão de benefícios é uma maneira de oferecer mais qualidade de vida a eles, deixando-os mais satisfeitos.

A verdade é que funcionários motivados são mais produtivos e dificilmente vão pensar em trocar de emprego. Sendo assim, é possível compensar os custos com os benefícios no que seria gasto para a retenção de talentos, ou mesmo na contratação de novos colaboradores mais disputados pelo mercado.

Portanto, o melhor é analisar o custo dos benefícios e escolher aqueles que sejam, de fato, mais vantajosos para os colaboradores e, ao mesmo tempo, caibam no orçamento da empresa. É aí que entra a gestão de benefícios, um jeito de conciliar os interesses de todos e cuidar desse processo da melhor forma.

Como fazer uma gestão de benefícios eficiente?

Agora que você já sabe por que deveria fazer a gestão de benefícios, queremos mostrar como ela pode ser implementada na sua empresa. Confira a seguir.

Considere os diferentes perfis de colaboradores

Primeiro, como dissemos, é importante escolher os benefícios de acordo com as necessidades dos colaboradores. Por exemplo, se nenhum deles tem filhos, oferecer o auxílio creche não é vantajoso.

Assim, é preciso conhecer o seu público interno. Afinal, existem perfis muito diferentes, de acordo com a área de atuação da empresa, a faixa etária, os cargos etc. Muitas vezes, os benefícios mais visados nem chegam a ser caros, envolvendo outros tipos de mudança, como horários flexíveis e home office.

Invista em reconhecimento e recompensas

Entre as diversas possibilidades de benefícios, é preciso pensar que nem sempre eles representam bens materiais. Dessa forma, uma maneira de motivar a sua equipe é oferecendo uma política de benefícios voltada para o reconhecimento do trabalho e recompensas para os resultados.

É o caso de oferecer premiações pelo atingimento de metas, viagens ou bônus em dinheiro. Eles podem perceber o quanto são bem remunerados e valorizados pelo esforço individual e coletivo.

Estabeleça normas e limites

Mesmo que a gestão de benefícios seja flexível, para adaptar às necessidades dos colaboradores é fundamental estabelecer algumas regras e limites muito claros. Afinal, nem todos vão ser beneficiados da mesma forma, principalmente se tratando de recompensas por resultados.

É preciso divulgar regras claras para os pacotes de benefícios, quem pode receber e quando eles podem ser concedidos. Para tanto, deve-se divulgar um regulamento, por meio de uma comunicação interna eficiente.

Avalie o custo-benefício

Além dos benefícios obrigatórios e opcionais mencionados acima, também poderíamos citar vários outros: como vale combustível, home office, férias prêmio, horário flexível, folga no aniversário, entre outros. Todos devem ser analisados com cautela, não somente pelas vantagens agregadas, como também pelo custo-benefício.

Afinal, a gestão de benefícios deve ser vantajosa para os dois lados. Muitas vezes, uma empresa investe muito em um benefício que nem é tão valorizado pelos colaboradores. Ou seja, é necessário avaliar se o investimento corresponde ao retorno proporcionado, ainda que em longo prazo.

O fato é que aumentar a satisfação dos funcionários é a maneira mais eficiente e rápida de conseguir a produtividade desejada. Portanto, vale a pena investir na gestão de benefícios. Para tanto, é bom contar com o trabalho e os diferenciais de uma empresa especializada na prestação desse serviço.

Se você gostou de saber como fazer a gestão de benefícios e ficou interessado em entender melhor o assunto, entre em contato conosco para tirar suas dúvidas e conhecer os nossos serviços!

 

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