As empresas precisam agir de maneira cada vez mais responsável com suas finanças se quiserem continuar competitivas no mercado. Nesse sentido, adotar boas práticas relacionadas à gestão de risco de crédito dos consumidores é algo essencial.

Pensando nisso, elaboramos o conteúdo a seguir para que você possa entender melhor em que consiste a gestão de risco de crédito, qual é sua lógica de funcionamento e quais são os motivos que fazem essa atividade ser tão importante para um negócio. Continue a leitura!

O que é a gestão de risco de crédito?

Quando uma empresa vende determinado produto ou serviço para um cliente que pagará futuramente (ou seja: venda a prazo), sempre há a possibilidade de que ocorra a inadimplência. Isso quer dizer que o consumidor pode não honrar o compromisso assumido parcialmente ou até mesmo no valor integral.

É claro que o contrato estabelecido provavelmente prevê multas e outras penalidades com o objetivo de evitar que isso aconteça, mas ainda assim não é algo 100% garantido. Para melhorar as chances de os pagamentos acontecerem de acordo com aquilo acordado, surge a atividade da gestão de risco de crédito.

Trata-se de uma avaliação do perfil do interessado em comprar, que serve para decidir a viabilidade de acertar uma venda a prazo. Podemos dizer que é um exercício de previsão a respeito da capacidade de alguém conseguir efetuar os pagamentos ou não.

A importância desse tipo de cuidado

Ao fazer a gestão de risco de crédito, a instituição tem por objetivo proteger seu faturamento e, principalmente, o fluxo de caixa. Quando há um percentual de pessoas que compra e não paga, todo o planejamento financeiro estabelecido pode ser prejudicado.

Você conta com o dinheiro no futuro, gasta com base nesses recebimentos e pode se ver em uma situação na qual não conseguirá ficar em dia com seus fornecedores. Além disso, ao estabelecer um gerenciamento, a empresa cria uma cultura de crédito sólida, o que pode resultar no incremento do capital de giro próprio, minimizando a dependência da verba de terceiros.

A gestão de risco também ajuda nas tomadas de decisões. Empresas que têm alto grau de inadimplência consolidada dificilmente conseguem fazer investimentos de maneira saudável, pois estão sempre correndo atrás do prejuízo.

Como colocar a gestão de risco de crédito em prática?

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que tipo de risco está sendo considerado. Se seu negócio vende em grande volume para consumidores distintos com um ticket médio baixo, a política de cessão de crédito provavelmente será bem diferente do que se tivesse poucos clientes comprando produtos de alto valor.

Então, é interessante conhecer bem o mercado e as práticas dos outros concorrentes, além de avaliar o público-alvo de maneira consolidada para pensar em uma melhor estratégia geral. Deve-se também ter clareza sobre a disponibilidade de capital da organização, para avaliar os impactos nos diferentes cenários de inadimplência.

Busca de informações

Uma vez definida a lógica geral, é necessário criar procedimentos que orientem a avaliação individual de crédito, buscando informações em órgãos de proteção como SPC ou Serasa e solicitando documentos de comprovação de renda ou patrimônio. Também é preciso estabelecer as condições de pagamento e cláusulas caso não haja o cumprimento.

Atualmente, há uma série de sistemas e tecnologias que facilitam a gestão de risco de crédito, integrando dados de diversas fontes sobre o histórico de consumo dos clientes. Também é interessante manter as informações a respeito do relacionamento do consumidor com sua própria instituição, oferecendo melhores condições para aqueles que forem bons pagadores.

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