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A geração atual busca além de uma boa remuneração e pacotes de benefícios atrativos, outros diferenciais que levem em consideração o clima organizacional e a qualidade de vida. Por isso, a adoção do horário flexível, além de diminuir o número de atrasos e faltas, contribui para manter a motivação dos colaboradores.

O setor de gestão de pessoas antenado está sempre em busca das melhores práticas e, nesse sentido, investir na cultura organizacional, de modo que o colaborador seja responsável pelo seu próprio gerenciamento de tempo, é uma dessas mudanças relativamente pequenas e que trazem um impacto significativo.

Essa prática vem sendo cada vez mais adotada nas empresas, sendo considerado um importante benefício. Acompanhe o post para descobrir as vantagens e desvantagens do horário flexível e como adotá-lo na sua empresa!

Quais as vantagens do horário flexível?

O horário flexível permite que o próprio colaborador administre o seu tempo de trabalho, levando em consideração a demanda e suas próprias necessidades, como a distância entre a residência e a empresa, um imprevisto, necessidade de levar os filhos na escola, entre outras possibilidades.

Os atrasos, faltas e ausência de motivação são problemas sentidos em praticamente todas as organizações, independentemente da área de atuação, e o horário flexível é uma prática que visa diminuir essa questão. Outras vantagens são:

  • aumenta a produtividade, pois os profissionais trabalham melhor quando se sentem mais criativos e dispostos;
  • diminui os atrasos, principalmente nos grandes centros que contam com trânsito intenso;
  • diminui o impacto nos horários de pico dos transportes públicos;
  • traz redução de custo, tendo em vista que diminui a quantidade de pessoas juntas no mesmo prédio;
  • pelo mesmo motivo, reduz a necessidade de horas extras;
  • evita as saídas antes do término da jornada de trabalho para ir ao médico ou outro compromisso;
  • permite que o funcionário planeje melhor seu tempo, cuidando melhor da vida pessoal sem interferir no trabalho;
  • ajuda a melhorar a relação da empresa com os colaboradores, que se sentem mais motivados e engajados.

Quais as desvantagens do horário flexível?

É claro que nem tudo é tão simples e o horário flexível, apesar de ter muitas vantagens, também pode apresentar alguns problemas. As principais desvantagens são:

  • dificulta a supervisão do trabalho dos funcionários;
  • prejudica a comunicação individual e coletiva com os colaboradores, uma vez que não se sabe ao certo em que horário eles vão trabalhar;
  • ao contrário do esperado, alguns colaboradores podem ter a produtividade reduzida, ao não se adaptarem à flexibilidade.

Como adotar o horário flexível na empresa?

Para aproveitar o máximo das vantagens do horário flexível, o processo de implementação deve ser bem planejado e executado. Dessa maneira, os problemas mais frequentes são neutralizados e a empresa poderá potencializar os benefícios. Nos tópicos a seguir, nós elencamos o passo a passo de como adotar essa medida em sua organização.

Faça um mapeamento de todas as funções

Primeiramente, é importante conhecer bem todas as áreas, funções e rotinas de trabalho, para compreender se o horário flexível é uma realidade que pode ser aplicada para toda a empresa. Isso é necessário, por exemplo, em empresas que lidam com atendimento ao público e que, portanto, devem contar com um contingente mínimo de colaboradores para evitar gargalos.

Tenha uma política interna

A criação de políticas internas é essencial para garantir o bom andamento dos programas implementados. Ela deve ser redigida com bastante atenção, contendo os direitos, deveres e possíveis punições no caso de excessos, além de estar localizada na intranet, de modo que possa ser consultada pelos colaboradores sempre que houver necessidade. Dessa maneira, a empresa elimina desculpas, como o “eu não sabia que era assim”.

Na criação da política também é preciso estabelecer qual é o regime que será adotado. As três possibilidades são as seguintes:

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  • modelo fixo variável — permite ao colaborador optar por um entre vários horários alternativos oferecidos pela empresa;
  • modelo variável — nesse caso, a empresa não propõe nenhum horário e o colaborador pode decidir livremente, no entanto, deve ater-se a ele;
  • modelo livre — também deixa o colaborador livre para decidir o seu horário de trabalho desde que cumpra a carga horária diária e entregue as suas tarefas no prazo acordado.

Invista na comunicação interna

A comunicação interna é uma ferramenta muito importante para repassar avisos e mudanças nas políticas internas da empresa. Por isso, a adoção do horário flexível deve ser bem trabalhada pelo time responsável.

Desse modo, apresente uma linguagem simples, com as principais questões, dúvidas e regras, além de deixar a disposição o link para a política interna e recomendar a leitura integral por todos.

Determine um limite para a flexibilização

A flexibilização de horários deve ser realizada dentro dos limites legais. Para evitar excessos e eventuais problemas trabalhistas, é interessante definir um limite para a flexibilização. Em vez de deixar o horário de entrada fixo às 8:00 horas da manhã, uma ideia é estipular uma faixa entre 7h às 10h para que cada colaborador se organize da forma que entender melhor.

Alinhe tarefas e prazos de entrega

Como dissemos, a falta de controle de prazos e entrega pode se tornar um problema na flexibilização da jornada, mas isso só acontecerá se os processos internos da empresa não estiverem organizados.

Primeiramente, ao implementar o programa, é importante trabalhar a cultura organizacional e mostrar que esse benefício é oferecido para estimular a qualidade de vida e responsabilidade do colaborador. Não é porque o horário é flexível que o funcionário não continua tendo o dever de obedecer os horários impostos pelo gestor, como a presença em reuniões e a entrega de tarefas.

Acompanhe o trabalho dos colaboradores

Para garantir que a implementação seja realizada de maneira satisfatória, o programa pode ser instituído aos poucos, com o acompanhamento dos colaboradores e a aplicação de avaliações para medir o impacto que a mudança tem causado.

Como dito, os funcionários precisam entender a flexibilização como um benefício que pode ser retirado caso haja excessos ou no caso de as regras internas da companhia deixarem de ser respeitadas.

Faça um projeto-piloto

Para trazer mais segurança e permitir que o setor de RH, os gestores e os próprios colaboradores se acostumem com a mudança, uma dica é ter um projeto-piloto e, antes de apresentar a mudança completa, dar liberdade aos poucos.

É possível estabelecer um limite de dias por semana para aplicar a flexibilidade ou até mesmo estipular o dia, como a sexta-feira e a segunda-feira para aqueles que quiserem chegar mais cedo e sair mais tarde — ou o contrário. Dessa maneira, todos vão se acostumando e se habituando também com as responsabilidades e a implementação completa do programa tem tudo para ser um sucesso.

Por fim, é necessário destacar que nem todas as empresas se beneficiam do horário flexível. É fundamental saber analisar a rotina e cultura organizacional antes de tentar adotar uma mudança nesse sentido. No entanto, vale a pena se informar um pouco mais e estudar essa possibilidade.

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