Nossos locais de trabalho estão mudando rapidamente. À medida que o mundo se transforma, há uma demanda maior por um aprendizado eficiente e contínuo nos ambientes profissionais. As novas gerações passam a ser cada vez mais presentes nas empresas e começam a pautar os valores que moldarão o futuro dos negócios.

As pessoas estão demandando possibilidades de exercer atividades que sejam estimulantes e permitam o crescimento e o desenvolvimento. Nesse cenário, a cultura de feedback passa a ser um instrumento muito importante. Uma pesquisa da Harvard Business Review mostra que as gerações Y e Z, que são os nascidos após 1981, desejam receber feedbacks numa frequência 50% maior do que os demais funcionários.

Pensando nisso, preparamos este artigo para que você possa entender melhor o que é a cultura de feedback e algumas dicas para implementá-la em sua organização. Continue a leitura!

O que é cultura de feedback?

Uma cultura de feedback é, essencialmente, o conjunto de diretrizes e formas de agir que norteiam o dia a dia de um negócio, no que tange às práticas de dar, uns aos outros, sejam profissionais em posição de comando, sejam subordinados e pares, informações a respeito do desempenho técnico e comportamental.

Quando uma cultura desse tipo é implementada e nutrida, espera-se que todos os colaboradores se sintam parte do processo e, assim, tenham o direito de dar feedbacks ao demais, não importando qual seja a relação organizacional entre as partes.

Pode parecer simples, mas, na verdade, as culturas de feedback levam tempo para crescer e desenvolver-se. Essa noção de uma troca de ideias entre colegas e superiores pode levar algum prazo para que se torne natural. Isso porque a maioria dos negócios nunca vivenciou algo assim.

Tradicionalmente, os feedbacks eram escassos, dados apenas de cima para baixo e, geralmente, só em situações de cobrança ou nas avaliações anuais de desempenho. No entanto, a construção de uma cultura de feedback é absolutamente essencial para a saúde e a sustentabilidade de uma organização.

Qual a importância da cultura de feedback dentro da empresa?

Quando a empresa, seus diretores e gerentes, bem como os demais colaboradores se engajam na promoção de uma cultura de feedback construtivo, todos podem ser recompensados.

Por motivos diversos, a taxa de insatisfação tem aumentado, de maneira geral, nos ambientes de trabalho. As pessoas buscam por algo mais do que apenas receber um salário no final do mês, elas querem se alinhar às organizações por propósito e sentir que estão fazendo a diferença no mundo. E a falta de feedback costuma ser uma característica muito observada nas empresas em que grande parte dos funcionários não consegue se conectar aos objetivos corporativos.

Sem uma boa estrutura de feedback, os profissionais tendem a buscar por uma autorregulação, sendo, muitas vezes, mais críticos em relação às atividades que realizam.

Ao incentivar o feedback, em essência, você estimula a troca de informações e melhores possibilidades de que cada um seja orientado sobre o que deve fazer. Isso ajuda a esclarecer a posição e as funções das pessoas nas operações de negócios.

Quando os feedbacks são regulares, é muito mais fácil fazer com que os indivíduos se tornem conscientes sobre suas responsabilidades, fazendo com que demonstrem maior nível de interesse e comprometimento com as suas tarefas. Essa prática também pode auxiliar a reduzir questões de problemas pessoais que, eventualmente, afetam o bom andamento das atividades.

Um programa de reconhecimento do trabalho árduo e da contribuição dos funcionários para o negócio faz com que eles possam permanecer no caminho certo, promovendo mais motivação. As pessoas, geralmente, sentem-se dispostas a fazer mais quando são reconhecidas por seus líderes e colegas.

O feedback é uma maneira muito interessante de saber como melhorar. Além disso, ajuda a desenvolver a empresa como um todo, pois os colaboradores passam a ter uma visão mais apurada de como as operações acontecem.

A cultura de feedback aumenta também a capacidade de resolver problemas. Atividades que demandam maior dedicação, como um projeto novo ou mesmo desvios em relação às metas estipuladas, são normalmente favorecidas quando as pessoas estão mais satisfeitas e cientes de suas competências para contribuir para aquilo que precisa ser feito.

Quais as vantagens dessa tendência?

No passado, o compartilhamento de feedback fora das avaliações de desempenho costumava ser raro. Hoje, no entanto, os profissionais de RH estão concentrando-se em inserir o feedback como cultura, fazendo com que se torne regular nos processos gerenciais. Há, por exemplo, sistemas que fazem com que os feedbacks sejam compartilhados em tempo real.

Quando isso acontece, as pessoas naturalmente se sentem encorajadas a oferecer seus pontos de vista sobre os demais, deixando de lado os velhos hábitos de apenas criticar os colegas ou mesmo de se omitir em determinadas situações, passando a criar ambientes mais amistosos e propositivos. Isso faz com que algumas pressões sejam rapidamente resolvidas, colocando todos novamente no rumo certo.

Nos casos em que a discussão sobre a performance acontece apenas uma vez por ano, as chances maiores são de que as pessoas estejam perdendo a oportunidade de crescer e evoluir profissionalmente.

Essa é uma preocupação especial para as empresas no cenário atual de negócios. As habilidades passaram a ter uma vida útil muito curta, principalmente em virtude das transformações tecnológicas. Então, há menos tempo para se atingir a excelência, e feedbacks mais constantes são essenciais nesse processo.

Quando as pessoas adquirem o hábito de compartilhar feedbacks com mais regularidade, as oportunidades de saber quando corrigir o curso das ações e de estabelecer quais são os pontos fortes e fracos que devem ser focados, dependendo da situação, aumentam.

Aprender a compartilhar sua visão sobre os demais ajuda no desempenho geral das equipes. Quando você é avisado rapidamente em relação a uma questão, tem maiores chances de mudar com agilidade, evitando ser surpreendido quando “a bomba estourar”. Isso contribui decisivamente para a redução dos índices de rotatividade de funcionários, algo que é uma das grandes preocupações dos profissionais de recursos humanos atualmente.

Empresas capazes de construir uma forte cultura de feedback se tornam mais abertas à inovação, melhoram a capacidade de comunicação entre os diversos níveis hierárquicos e promovem um maior alinhamento aos objetivos do negócio. Além disso, fortalecem as relações de confiança, criando um ambiente de trabalho psicologicamente seguro e com um clima organizacional mais favorável.

Como você pode implementar a cultura de feedback?

A cultura de feedback tem muitos benefícios para qualquer empresa, mas não ocorre sem esforços. Não é possível simplesmente exigir que isso aconteça por meio de uma ordem, já que é necessário ter um ambiente certo para que essa troca de informações possa prosperar.

Inicialmente, é preciso estabelecer uma sistemática regular para que o feedback aconteça. Pode ser com a criação de momentos destinados a isso ou com a separação de um horário durante a semana voltado a esse tipo de conversa. No entanto, essa prática também deve se tornar parte integrante das operações, para que possa acontecer naturalmente.

É cada vez mais comum a adoção de softwares que podem ser acessados por todos os colaboradores e que já criam toda a estrutura necessária para que isso aconteça. Essa iniciativa faz todo o sentido, pois as culturas mais bem-sucedidas são aquelas em que o feedback passa a fazer parte da estrutura organizacional.

É preciso também estabelecer que os feedbacks devem ser seguros, protegidos e profissionais. Não se pode confundi-los com fofocas e conversas de corredores. É papel do RH evitar a disseminação de boatos e de informações desencontradas.

As pessoas precisam se sentir confortáveis para expor seus pontos de vista e devem aprender a se posicionar e também a ouvir, aproveitando o que lhes for dito da melhor forma.

Se os feedbacks forem utilizados de uma maneira negativa, isso quebrará a confiança das partes, e o modelo estará fadado ao fracasso. As pessoas não devem se sentir forçadas ou assediadas nesses momentos, então, é muito importante ter cuidado com os limites. Críticas são bem diferentes de ofensas, e todos precisam prezar pelo bom ambiente.

Quando não há esse cuidado, pode ser que as pessoas passem a evitar falar ou mesmo que não sejam totalmente sinceras em suas exposições. Elas podem passar a dizer apenas aquilo que os outros desejam ouvir, o que não ajuda em nada em termos de desenvolvimento. Também é crucial ter uma atmosfera em que falar sobre emoções seja natural.

Crie uma cultura de feedback flexível. É melhor que o colaborador encontre uma situação mais propícia para falar posteriormente do que se sinta obrigado a ter uma conversa no momento exato. É preciso que todos estejam realmente dispostos a contribuir.

Busque sempre pelo equilíbrio

É importante ressaltar que o que funciona muito bem em uma empresa pode dar completamente errado em outra. As pessoas e organizações têm valores próprios, dependendo da região, do entorno e do setor de atuação. Por isso, é interessante começar de uma maneira pequena, incentivando os feedbacks em uma frequência que vá aumentando gradualmente. Não adianta achar que você passará do modelo de avaliação anual para um modelo de feedback contínuo de um dia para o outro.

Se ainda não há nenhuma iniciativa nesse sentido, comece promovendo reuniões mensais e, depois, dê as diretrizes para que se tornem mais frequentes, até que o hábito de dar feedbacks se incorpore às rotinas e aos relacionamentos.

Certifique-se de não se concentrar apenas em recompensar os feedbacks positivos. A chave é encontrar um meio termo entre os elogios e as críticas, desde que propositivas. É preciso valorizar todos os esforços nesse sentido, compreendendo as maneiras de comunicação estabelecidas pelas pessoas e buscando encontrar um modelo que seja mais interessante para todos.

Dentro de uma cultura, os feedbacks precisam passar a ser considerados normais. As pessoas devem se acostumar a recebê-los com naturalidade e sem que necessariamente aconteçam em uma reunião formal. Quanto mais integrados aos processos, maior será a chance de sucesso.

Por fim, verifique se o ambiente de feedback não se concentra apenas em um canal. Dependendo do tamanho da empresa e das variadas personalidades dos colaboradores, diferentes estruturas de feedback podem ser utilizadas para se adequarem melhor a cada situação e realidade.

Portanto, não é interessante estabelecer apenas sessões de feedback individuais dados pessoalmente ou escritos e direcionados anonimamente via sistema. As mais diversas formas devem estar disponíveis para que se complementem e sejam utilizadas nos momentos propícios. Isso ajuda na criação de confiança e na transparência do processo.

Quais os impactos que serão sentidos?

O feedback não deve estar mais restrito a um modelo de cima para baixo, e essa é uma das principais implicações da adoção da cultura. As pessoas demandam, cada vez mais, informações para que possam se sentir como parte dos negócios e para que, assim, possam se desenvolver ao mesmo tempo em que contribuem para o crescimento da empresa.

Uma cultura de feedback bem estabelecida passou a ser fundamental para a retenção de talentos e para a criação de um ambiente voltado à inovação. Está comprovado que a mudança de uma gestão tradicional de desempenho para essa abordagem mais aberta aumenta a produtividade e tem influência direta na cultura geral das organizações.

As pessoas passam a contribuir mais umas com as outras, baseando-se em fatos e dados para fazer suas considerações. Elas também elogiam mais, o que provoca estímulos positivos e motivacionais importantes para que todos possam se superar.

É vital que as empresas invistam em suas práticas de feedback para se adaptarem às transformações do mundo. Em 2025, a geração Y já representará 75% da força de trabalho total, mudando completamente a demografia das companhias. E aquelas que não acompanharem essa mudança inevitável tendem a ser fatalmente superadas.

É preciso também formar novas lideranças capazes de ouvir o que as demais têm a dizer. Aqueles velhos chefes que não aceitavam receber considerações de subordinados não encontrarão mais lugar em empresas que buscam a adoção da cultura de feedback.

Nesse contexto, é imperativo que os empregadores aprimorem as práticas de feedback para que seus líderes estejam aptos a lidar com essa realidade. O engajamento com a cultura deve ser contínuo e rotineiro, utilizando e desenvolvendo ferramentas que o viabilizem. Isso também muda sensivelmente o modo como conversas são estabelecidas e pode contribuir para o aumento da produtividade, na medida em que os erros são corrigidos mais rapidamente.

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